A Toscana entrou em 2026 com um sinal muito forte no segmento premium: em 2025, os pedidos por imóveis acima de €3 milhões cresceram quase 55%, segundo dados citados pela La Nazione com base no portal Gate-away.com.
O destaque maior foi o Argentario, que concentrou 44,9% das solicitações regionais nesse nicho e ultrapassou o tradicional eixo do Chianti como principal polo do extra-luxo.
O movimento mostra uma mudança relevante no perfil da demanda internacional.
O comprador estrangeiro continua interessado na “marca Toscana”, mas agora busca mais privacidade, paisagem, costa e qualidade de vida, fatores que ajudam a reposicionar áreas menos saturadas e com forte apelo patrimonial.
Além do Argentario, a Versilia cresceu quase 95% sobre 2024 e ganhou espaço entre os mercados mais dinâmicos da região. Esse avanço do luxo acontece dentro de um mercado toscano mais amplo que também segue aquecido.
Segundo a FIAIP Toscana, as compravendas na região avançaram entre 10% e 12% no segundo semestre de 2025, acima da média nacional, enquanto os preços residenciais subiram cerca de 5%. Firenze segue com peso central, mas o interesse estrangeiro também aparece com força em Lucca, Grosseto e áreas costeiras.
A direção do mercado aponta para valorização seletiva, com prêmio maior para ativos escassos, bem localizados e com forte componente lifestyle.
A Toscana tende a continuar atraindo capital estrangeiro, mas a valorização deve se concentrar em micromercados com oferta limitada, especialmente costa, imóveis com vista, propriedades com privacidade e ativos prontos para uso ou locação premium.
Entre 2022 e 2024, a Toscana já vinha consolidando sua imagem como um dos mercados mais resilientes da Itália, sustentada por turismo internacional, escassez de ativos de qualidade e apelo global do território.
Em 2025, esse quadro ficou mais nítido: a FIAIP registrou crescimento regional superior à média italiana, e o relatório nacional citado pela idealista apontou 767 mil compravendas na Itália em 2025, alta de 6,5%, com perspectiva de crescimento moderado de 1,5% a 2% em 2026, e valorização em torno de 2%.
Para 2025–2027, a leitura mais estratégica é que o mercado italiano deve continuar positivo, porém mais seletivo.
O prêmio tende a ficar com imóveis eficientes, localizações raras e regiões capazes de combinar uso próprio, proteção patrimonial e renda com locação de alto padrão.
No caso da Toscana, o luxo costeiro parece viver uma fase especialmente favorável, enquanto cidades e províncias ligadas ao turismo internacional seguem no radar do capital estrangeiro.
Sugestão prática de investimento:
Para investidor estrangeiro, o melhor posicionamento hoje parece estar em ativos de médio-alto e alto padrão no Argentario, Versilia e trechos costeiros de Grosseto, sobretudo imóveis com vista, privacidade, possibilidade de uso híbrido e potencial de locação sazonal premium.
Para uma estratégia mais defensiva, faz sentido olhar também Lucca e entorno, onde a atratividade internacional ajuda a sustentar liquidez sem depender apenas do ultra-luxo.
Fonte: La Nazione